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Sentimentos negativos podem causar a síndrome do coração partido

August 22, 2016

 

Terminar um relacionamento, perder um ente querido ou um animal de estimação são situações que abalam qualquer pessoa, mas existem aquelas que sofrem uma emoção muito negativa em relação a determinado acontecimento, resultando em problemas cardíacos conhecidos como a Síndrome do Coração Partido ou Taka-tsubo.

 

O cardiologista Sanderson Cauduro, responsável pelo Serviço de Cardio-Oncologia da clínica Cardio & Saúde, conta que a Síndrome do Coração Partido é uma metáfora utilizada para descrever uma alteração que acontece no coração em decorrência de uma dor psicológica. “Como o coração simboliza os sentimentos e o amor, os especialistas falam que essa síndrome pode ocorrer após um estresse emocional, ocasionando uma descarga mais acentuada de adrenalina, sendo responsável pelo mau funcionamento cardíaco.”

 

A síndrome tem sintomas parecidos e pode ser confundida com um infarto. Essas alterações podem simular o infarto do miocárdio, ou seja, a pessoa pode sentir dor no peito, sudorese, falta de ar, desconforto, queda na pressão e mostrar palidez. Tudo em decorrência dessa descarga acentuada de adrenalina. “Essas pessoas podem inclusive ter um infarto, pois as alterações fazem com que as artérias do coração fiquem mais estreitas e a partir de então o sangue passe a circular menos.

 

O coração sente uma isquemia, ou seja, ele sente falta de sangue e uma parte infarta. O órgão precisa de uma demanda maior de oxigênio e não tem, esse infarto pode fazer com que principalmente a parte de baixo do coração (ponta) sofra uma necrose, essa parte do músculo cardíaco perde a sua função e diminui o bombeamento de sangue após sofrer uma dilatação”, explica o cardiologista.

 

De ocorrência muito rara, a síndrome acomete principalmente mulheres de meia idade. A doença foi relatada pela primeira vez no Japão em 1990, mas atualmente já existem relatos em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. Como a síndrome surge depois de uma forte emoção, não existe uma forma de prevenção e um tratamento específico. “Tratamos a causa básica, se a pessoa teve um infarto, por exemplo, fazemos um diagnóstico com eletrocardiograma, ecocardiograma ou cateterismo cardíaco para visualizar o que aconteceu naquela situação e depois disso é possível direcionar o tratamento.

 

Depois de realizado os exames e iniciado o tratamento, o paciente pode sentir melhoras dos sintomas após a primeira semana. É fundamental que as pessoas evitem fortes emoções e estresses para manter a saúde do coração intacta”, finaliza.

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